segunda-feira, 15 de junho de 2009

Fefe

Sábado teve role com o Fefe, mano mais emo, firmeza e beberrão que conheço. É o moleque é foda. Role banhado a risada e cerveja de qualidade. Mas vamos aos fatos.

1º - Chorei de rir, de verdade, com uma história que ele contou, mais o menos o seguinte. O cara tava na pegada com uma mina mais velha, dentro do carro dela e quando vai ver, cadê a camisinha? Os caras são malucos, mas nem tanto. Sem camisinha não rola, vai que arruma um filho? É foda. Nesse esquema só rolou uma sacanagem legal e no meio da sacanagem a mina bate em alguma coisa no carro que na hora de dar a partida não pega. E agora? Fudeu, sem fuder, entendeu? A mina não consegui sair com o carro e desesperada pedia pra ele fazer alguma coisa e o cara só dava risada e falava que não sabia dirigir. No final das contas o cara não trasou com a mina, ficou ferrado porque o carro não andava e ainda empurrou o carro. Foi por isso que chorei de rir com o moleque.

2º - Role na paulista, augusta e adjacências é sempre bom. Agente ve uns lugares legais, bebe boa cerveja, que encontra em qualquer lugar mas beleza, dá risada passando em frente aos puteiros da augusta, fica bebado junto e zoa com a galera numa boa. Sendo que gastamos a grana mais mal gasta da vida, mas deixa pra lá porque o assunto é pesado. (interna)

3º - As conversas com o Fefe sempre vão pra lugares inimagináveis, tipo discutir sobre a distribuição de música e arquivos pela internet, rap underground, jazz, hardcore, mulhers (assunto manjado, mas não quando agente fala sobre sentimento, é raro, só que fala), intercâmbio na gringa e conversa com as mina lésbica da balada.

Hoje o post é pro brother, talvez ele não curta mas é isso ai. Foi foda mano.

Esse desenho é de um cara chamado Matt Taylor, faz uns desenhos e ilustrações muito muito bons, sem muitas palavras, procurem na net e admirem. Esse desenho eu vi no site de um amigo meu, o site é http://www.tremazine.com/

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Kim Novak



Mudei o nome do blog e assumi totalmente um dos textos que escrevi aqui. Andei pensando sobre o que escrevi e o que e como aquelas coisas ditas no texto agem em minha vida. Ainda sou o gnomo e jamais vou deixar de ser, mas o arqueiro zen é um figura escondida que age diretamente e atua em minhas decisões cotidianas, minhas paixões e em tudo que faço. Hoje vejo que amadureci um pouco, sou um muleque besta com trejeitos de adulto metido a besta ou um adulto besta com trejeitos legais de uma criança, mas acho mesmo é que sou as duas coisas e um pouco mais, vou um pouco mais além. Gosto de pensar isso, ir mais além.

Encontrei na semana passada com um amigo meu, Victor ou general que era seu apelido e pra mim ainda é. Foi rápido e legal, me fez lembrar o que continua sendo importante desde que peguei o costume de refletir sobre o que acontece, sobre quem é importante na minha vida de verdade e não só se parece importante e nada mais. Sindo saudades dele e de quando agente praticamente vivia juntos, eu ainda tinha um pouco de inocência, confiava mais nas pessoas (olha que confio hoje, então, pensa como eu confiava antes), não tinha a preocupação do $ martelando na cabeça e a necessidade de fazer alguma coisa que ainda sinto, latente, que dá vontade de correr e gritar, morder e babar feito um cachorro vira-lata, livre.

Já comecei a divagar e viajar muito. Essa vontade de correr, me libertar de verdade é sim enorme, descobri um jeito, talvez pequeno e simples, de extravar isso. Vou começar a correr. Em um dos meus livros preferidos, uma das passagens explica a minha preça as vezes aparente. O narrador diz: "Ando rápido dessa maneira e pareço sempre com preça porque não tenho para onde ir ou o que fazer"...é mais ou menos isso. Leiam o livro se chama "Trilogia suja de Havana" do autor Pedor Juan Gutierrez, livro excelente.

Ouvindo Kim Novak na versão de Lele Gins, tenho uma coisa sem explicação com o nome dessa música. Muito bom.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O potencial

Não quero ser machista ou algo assim, mas viu falar sobre duas características, uma no homem e outra na mulher. Vamos as mulheres primeiro apenas por uma questão de educação.

Toda mulher tem em si um potencial para ser filha-da-puta, vaca, pilantra e sem vergonha. Falo isso porque vejo diariamente mulheres que são santas, exercendo esse potencial. Não que seja maldade ou sem vergonhice, elas apenas fazem algo que as vezes (vejam bem, as vezes) a natureza pede. Elas não são santas também, isso tudo é coisa da nossa imaginação, onde queremos colocar as mulheres com maneiras extremas, sem erros, mentiras, somente a perfeição criada em nossa mente masculina, o que só existe em uma mulher presente em nossas vidas e essa mulher é nossa mãe. O que quero dizer exatamente é que toda mulher, por instinto e sem perceber ou por pura maldade, tem em si uma filha-da-puta em potencial.
Vamos torcer para que essas mulheres se mantenham quietas e sonolentas, e caso apareçam, que seja vez ou outra.

Agora vamos ao potencial masculino. Todo homem tem dentro de si um otário, trouxa, burro, paspalhão ou tapado dentro de si. Não fazemos isso por opção, mas somos seduzidos pelas mulheres e nos deixamos seduzir por elas, sempre. Desde a professora do primário somos feitos de otários até ficarmos velhos e morrer ou aqueles que preferem não ser assim e viram gays, mas isso não vem ao caso. O que acontece é que, não resistimos a um olhar de lado, biquinho, carinha triste ou qualquer outra estratégia elaborada por elas e que sabemos ser um truque, mas sem nos deixamos enganar.
Esse meus caros, é nosso pontecial para ser otário e não adianta o homem metido a espertão falar que isso não acontece com ele, nunca aconteceu ou vai acontecer. Quem fala isso não é homem para se deixar fazer de trouxa.

Isso que falei não foi estudado por Freud ou outro maluco genial que conhecemos. Levei 20 anos para entender isso, muitos porres, bebedeiras e muitas e muitas vezes sendo feito de otário e me deixando fazer de otário até hoje e para todo o sempre.

sábado, 6 de junho de 2009

Não se preocupe, tudo faz parte do plano maior, de um designio, destino ou alguma outra coisa que signifique algo parecido com esses citados.

Já ouviu alguém dizer isso? Ouviu alguém dizer que tudo acontece quando tem de acontecer e a melhor que coisa a se fazer é esperar? Você tem tempo para esperar? Eu acho que não. Uma música diz "Tenho preça embora não pareça".

Agora mudando de assunto, vou confessar uma coisa, eu me saboto. Pronto, falei. Tenho mania de auto-sabotagem quando as coisas acontecem certo demais. Conto uma verdade que machuca, uma mentira que vão descobrir e outras coisas mais para que algo dê errado. Por que faço isso? Não sei, acho que é medo ou para manter a enterna busca.

Só mais uma confissão, eu tenho ciúmes e muito. Sempre pensei que não fosse ciumento, mas hoje vi que sou. Vi a garota por quem tenho sonhos bestas de filmes de romance abraçar um amigo e olhar para mim, pode não ter sido nada demais, mas eu vi e o que os olhos vêm o coração sente. Isso machocou, na hora e machuca ainda agora.

Pronto. É o bastante para uma noite, disse mais e mais claramente que em qualquer outro post.

Boa noite.

sábado, 16 de maio de 2009

Mentiras sinceras me interessam

O texto é um pouco antigo, só copiei do meu word e colei aqui porque estou com preguiça de escrever.

As mentiras me interessam, todas elas, contadas por maldade, sinceridade, por contar ou todos outros motivos que se possa mentir. Sou um grande mentiroso, desde que percebi que é da mentira que as pessoas tiram tudo, e o que elas querem são mentiras e mais mentiras.
Agora assumo isso para quem lê meu relato. Minto meus sentimentos, meus desejos, minhas dúvidas e minto seus sentimentos, suas histórias e nossas vontades, te levo a mentir e acreditar em suas mentiras. É como inventar histórias ou contos fantásticos, como ser compulsivo por sexo ou bebida ou os dois. Mentir e mentir e mentir mais. É isso.
Para que a sinceridade? Ao que ela serve? Quem ela serve? Por que ser sincero? Se se sabe que as mentiras que importam, então de nada me serve a sinceridade.
Sonho ser um escritor e o escritor é feito de mentiras, sejam elas falsas ou verdadeiras, cheias de emoção ou mais frias que as mulheres mais frígidas que já conheci. Você deve ser perguntar o que é uma mentira verdadeira? É aquela verdade que se quer contar, a frase que por chocar a outra pessoa você diz ser brincadeira, aquilo que se tem vontade de falar e gritar bem forte, mas o medo o impede, é toda a sua sinceridade disfarçada de mentira para não magoar alguém ou manter a pose de pessoa “honesta”, sã e boa a que a sociedade impõe e você aceita sem pestanejar, que eu aceitava e mando a merda toda de uma vez.
Já não sou um pobre “sincero” e sim um pobre mentiroso.
É engraçado escrever sobre tudo isso porque nesses anos todos percebi que, a verdade era encarada com deboche e as mentiras todos acreditavam. Quando era sincero com meus chefes ou as mulheres que encontrei, riam de mim ou simplesmente não me levavam a sério, agora, minto a vontade e todos acreditam e me recebem bem. Pobres sinceros.

domingo, 3 de maio de 2009

Arqueiro Zen

Hoje o post será rápido e indolor, talvez para alguns, mas não todos.

Já se viu em confronto com você mesmo, o corpo pedindo uma coisa e a mente pedindo outra, se enfrentando a cada passo e a cada copo?

Acontece o seguinte, pode ser loucura, mas é assim, se liga na historinha.

Você um belo dia e sem querer conhece uma bela mulher. Linda, engraçada, com aquele jeitinho meio meigo, meio muleca e um pouco mais. Acredita, em coincidência, em propósitos, adora quando acontece esse tipo de coisa.
Sem querer, voltando de metro de um show, conhecer alguém possivelmente especial, isso pode acontecer? Acredita que sim. É do tipo que espera algum momento certo de iluminação, posterga ao máximo a situação para chegar em um ponto crítico onde tudo se faz ou nada se faz e...aconteceu algo? Não, não aconteceu. Por que não? Porque você é um chato e vê defeito nos outros, porque não teve um momento crítico como gosta, porque não era para ser, porque era para ser só que não naquele momento, porque você não quis, ela não quis, os dois queriam e não tiveram coragem para tanto e tantas outras desculpas. Os porques são muitos e indefinidos, mas o que você sabe basta. Não aconteceu e talvez não aconteça, sem nenhuma razão em especial ou explicação complexa, simples de um modo inexplicável. E quando isso acontece duas vezes com a mesma mulher? Terá mais alguns porques, mais algumas desculpas das duas partes. Só que você sabe o que acontece, ou acha que sabe, tem medo, vê defeitos nos outros e em você, não quer compromisso, não quer se envolver, deseja com a mesma intensidade que tem medo e as vezes faz ou não alguma coisa com isso. Na verdade, você acha que quer, mas infantilmente não sabe. Porque você é um arqueiro zen, deseja com tanta intensidade e tenta tantas vezes, que uma hora com os olhos vendados acerta bem na mosca, então, se você realmente desejasse ou soubesse o que deseja, conseguiria como o arqueiro zen que é.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Senna

Hoje são muitas as idéias que passam na minha cabeça e os assuntos que procuram uma maneira de sair dando tapas nos rostos incrédulos de pessoas apáticas.

A gripe suína me parece filme de ficção científica, um pedaço do filme V de vingança, mas é muito real e eu me assustei um pouco com isso. A política do nosso país a cada dia conta uma nova piada, poderia falar e muito sobre isso também. Assisti novamente ao filme Americano que me deixa uma mensagem mais ou menos como "Acredite na beleza, nas pessoas, em você e escolha por seus princípios, não pelos seus medos." A última, entretanto, não menos inquietante é que estamos todos os dias segurando um touro pelos chifres e isso esta ficando exaustivo.

Mas o pensamento que me marcou sem perceber, aconteceu há 15 anos atras, quando eu era criança, assistia a uma corrida de carros por influência de meu pai e na curva meu herói bateu. Me choquei com aquilo, fiquei assustado, preocupado e chorei como tantos outros choraram.

Ayrton Senna do Brasil, com o sobrenome mais brasileiro possível "Da Silva" (assim como eu), alguém que levou nosso nome para todo o mundo, mostrou como era apaixonado e incrivelmente competente no que fazia. Torcia para o mesmo time que eu e ficaria feliz em ver nosso Corinthians ganhando o paulista no domingo (porque senão ganhar, pelo amor de Deus né?!).

A maior coincidência foi que uma amiga minha de faculdade estava relendo um livro, de um cara chamado Nuno Cobra. Advinha de quem ele era treinador? Dele mesmo, meu herói de infância corinthiano, o Senna. Essa minha amiga falou do livro, do método de treinamento e que lembrava de mim enquanto lia, e o livro veio parar em minhas mãos ontem. Um dia antes dessa data marcante de 15 anos da morte dele.

Fica aqui minha lembrança e homenagem ao herói não só meu, mas de muitas e muitas outras pessoas do mundo todo.

(No título-link vários outros links falando sobre o Senna)